Bairro Élisson Prieto, antigo assentado Glória em Uberlândia, vai receber hidrômetros comunitários | Triângulo Mineiro

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Toda água que sai das torneiras dos moradores do Bairro Élisson Prieto, também conhecido como Glória, em Uberlândia, entra nos números de desperdício do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae). Por isso, o Ministério Público Federal (MPF) chamou representantes da autarquia e da associação de moradores para assinarem um termo de ajustamento de conduta (TAC). O acordo entre as partes foi para a instalação de hidrômetros comunitários.

A iniciativa é para assegurar o fornecimento de água aos moradores até que se conclua a instalação da infraestrutura essencial no bairro. O local tem cerca de 2,3 mil famílias e todo abastecimento de água é clandestino. Os moradores instalaram mangueiras subterrâneas para água chegar até as casas. Com a instalação dos hidrômetros o que se espera é o controle do consumo. Porém, mesmo com a assinatura do TAC isso ainda não está garantido.

Isso porque, pelo acordo, a água distribuída pelo Dmae vai chegar até os hidrômetros e caberá à Associação dos Moradores do Bairro Élisson Prieto (Ambep) a distribuição até as residências e a cobrança pelo uso. O vice-presidente da associação Fernando de Sousa diz que não tem como arcar com o custo. “Nós não temos dinheiro em caixa da associação”.

O atual bairro se originou de um núcleo urbano informal dentro de uma fazenda experimental da Universidade Federal de Uberlândia. Desde 2017 o local passa por um processo de regularização administrado pela Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab). De acordo com o TAC, a Cohab já fez a contratação da elaboração dos projetos do sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário e sistema de drenagem pluvial.

Parte dessa regularização compreende obras de infraestrutura e coube aos moradores o pagamento de prestações no valor de R$ 125 reais por mês, de acordo com a renda familiar. O fornecimento de energia elétrica já foi regularizado, com a compra dos padrões pelos próprios moradores. Mas, de acordo com o vice-presidente da Ambep, a inadimplência com as prestações acordadas com a Cohab chega a quase 90%.

O diretor-geral do Dmae diz que o hidrômetro comunitário é a única saída, enquanto o bairro não estiver todo regularizado.

“Nós veremos quantos gatos existem, veremos a possibilidade e a necessidade que nós devemos colocar, a quantidade de hidrômetros e a quantidade de água para o assentamento. Do hidrômetro para dentro nós deveremos deixar na responsabilidade da associação dos moradores que foi feito o TAC, disse Adicionaldo dos Reis Cardoso.

Por nota enviada ao M a Cohab informou que propôs de forma oficial à Prefeitura de Uberlândia a transferência das responsabilidades e a Prefeitura se mostrou favorável a um ajuste no termo de compromisso, assumindo as responsabilidades da Cohab Minas. A Prefeitura de Uberlândia informou que a transferência ainda não foi oficializada, porque e que está dialogando com a Cohab sobre essa medida. Disse ainda que aguarda o envio de documento solicitados para uma avaliação.


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