‘A minha varanda virou uma cascata’, diz moradora que teve morada atingida por chuva Triângulo Mineiro

2 [ad_1]

Dos seis imóveis interditados pela Resguardo Social de Uberlândia, a residência onde moram quatro pessoas, entre elas uma menino de 9 anos e uma idosa de 72 anos, foi a mais afetada pelo jato d'chuva da adutora do Dmae rompida nesta sexta-feira (20). "Quando eu vi, foi uma tromba d'chuva. Eu pensei que era uma tromba d'chuva, porque a minha varanda virou uma catadupa, chuva para todo lugar. A minha piscina transbordou, o portão eletrônico, eu pensei que ele ia desabar", disse a dona de mansão, que não quis se identificar, em entrevista à TV Integração.

A laje da moradia não suportou o volume e a residência foi invadida pela chuva, causando também risco de limitado-rodeio. O carruagem da família foi atingido pela chuva, além de móveis e objetos. Os cães da residência tiveram que permanecer em cima de uma leito. Ninguém ficou ferido. Em seguida vistoria da Resguardo Social o imóvel foi interditado por não oferecer condições seguras de continuar habitado.

"Os moradores, inclusive vão permanecer alojados em hotéis e nós vamos permanecer monitorando essa reforma até que ela seja liberada e a família possa retornar com segurança à sua residência", disse o capitão João Batista Afonso, diretor da Resguardo Social.

O Ministério Público pediu ao Dmae que realize no prazo de 30 dias vistorias preventivas em todas as adutoras da cidade. O promotor de justiça de Resguardo do Consumidor, Fernando Martins, esteve no lugar e vai ajuizar uma ação social contra o Departamento Municipal de Chuva e Esgoto.

"Ou por outra, nós teremos uma investigação paralela no que respeita a não observância do princípio da eficiência. E o princípio da eficiência, é o princípio de natureza constitucional que leva à improbidade administrativa. Porque, houve dano seguro ao patrimônio público, pela a chuva desperdiçada e as despesas pagas aos moradores", afirmou.

Engenheiros do Dmae visitaram os imóveis atingidos e diretor-técnico do Dmae, Geraldo Silvio, afirmou que o departamento vai reparar todos os danos. Por meio de nota, a autonomia municipal reforçou que vai prestar toda assistência às famílias prejudicas e também custear a hospedagem, porém, não respondeu se vai realizar as vistorias preventivas solicitadas pelo MP.

MP diz que vai ajuizar Ação Civil contra o Dmae por rompimento da adutora

MP diz que vai ajuizar Ação Social contra o Dmae por rompimento da adutora

Manhã de susto e trânsito afetado

A adutora estourou na Avenida Rondon Pacheco, em Uberlândia na manhã desta sexta-feira (20), enquanto o Departamento Municipal de Chuva e Esgoto (Dmae) fazia uma manutenção emergencial. Para consertar o vazamento foi preciso interromper o aprovisionamento de chuva em alguns bairros.

2 de 2 Adutora estourou durante reparos em Uberlândia — Foto: Ismael Lima de Araújo/Registo Pessoal

Adutora estourou durante reparos em Uberlândia — Foto: Ismael Lima de Araújo/Registo Pessoal

Com uma capacidade de até 600 litros por segundo, foi formado um jato de chuva de dezenas de metros, que alcançou o outro lado do quarteirão. O vazamento durou pouco menos de uma hora, mas danificou pelo menos seis imóveis. Um foi interditado totalmente e outros dois parcialmente pela Resguardo Social (veja detalhes mais aquém).

O conserto da adutora foi finalizado por volta das 14h desta sexta. Segundo o departamento, 16 bairros tiveram o fornecimento de chuva interrompido: Altamira, Copacabana, Doma Zulmira, Daniel Fonseca, Fundinho, Jardim Brasília, Jardim Brasília, Jaraguá, Lídice, Maracanã, Morada da Colina, Patrimônio, Saraiva, São José, Tabajaras, Taiamãn, Vigilato Pereira e adjacências.

O coordenador da Resguardo Social, capitão Afonso, explicou à TV Integração que seis imóveis foram atingidos pelo rompimento da adutora, sendo que três foram interditados. A moradia foi completamente interditada, mas a estrutura não corre o risco de desabar. O capitão explicou que é preciso fazer reparos na rede elétrica, telhado e paredes. A família ficará num hotel até que a reforma seja concluída. Uma clínica e uma escola de inglês foram parcialmente interditada. Logo que as intervenções forem feitas, a equipe Resguardo Social fará uma novidade vistoria para liberar os imóveis.

O promotor Fernando Martins foi para o lugar e disse que o caso é grave e um sem razão: “É a segunda vez nascente ano que temos problemas. Na Estação de Tratamento de Chuva (ETA) do Sucupira tivemos situação idêntica”.

Ele também afirmou que é preciso uma capacitação para melhoria do sistema público.

Na ocasião, Martins também disse que já tinha feito uma recomendação ao Dmae para que levasse os moradores afetados pelo jato d’chuva para hotéis. A recomendação foi aceita e o departamento já providenciou acomodações para os atingidos.

O promotor afirmou que o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) “fará a promoção e proteção destes consumidores” e que também será pedida indenização por danos morais coletivos, além dos danos materiais.

Geraldo Silvio, diretor técnico do Dmae, afirmou que dois engenheiros do departamento foram ao lugar para fazer uma perícia nas residências. A preocupação, segundo ele, é prometer a integridade dos imóveis e identificar os danos causados para que a população possa ser ressarcida.

Ele também afirmou que “não há risco de novos vazamentos". Silvio também informou que neste caso era um pequeno vazamento, mas ao começarem os trabalhos a adutora estourou.


[ad_2]
Manadeira Notícia -> :Fonte Notícia